sabAI

Antes de ir

Visto, cartão de chegada (TDAC), vacina de febre amarela, seguro, voos e o que levar.

A Tailândia é um dos países mais fáceis de visitar na Ásia, mas alguns detalhes podem estragar a chegada. A boa notícia: quase tudo se resolve pela internet, sem custo, com algumas semanas de antecedência.

Visto e passaporte

Brasileiros não precisam de visto para turismo de até 90 dias, graças a um acordo entre os dois países. Na imigração, basta o passaporte.

  • O passaporte precisa ter pelo menos 6 meses de validade a partir da data de entrada.
  • O agente de imigração pode pedir a passagem de saída do país e comprovar que você tem dinheiro para a viagem. Tenha as reservas no celular.
  • Se for ficar mais tempo, procure o consulado tailandês antes: as regras para estadias longas são outras.

Cartão de chegada digital (TDAC)

Desde 2025, todo estrangeiro precisa preencher o Thailand Digital Arrival Card (TDAC) antes de chegar. Ele substituiu o antigo cartão de papel do avião.

  1. Preencha no site oficial do governo tailandês em até 3 dias antes da chegada.
  2. Informe voo, endereço da primeira hospedagem e dados do passaporte.
  3. Guarde o comprovante (QR code) no celular e, se puder, impresso.
Cuidado com sites falsos. O TDAC é gratuito. Existem sites que cobram para “facilitar” o preenchimento: use só o endereço oficial (tdac.immigration.go.th).

Vacina de febre amarela

Este é o ponto que mais pega brasileiros. Como o Brasil está na lista de países com risco de febre amarela, a Tailândia exige o Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP) de quem chega vindo daqui, inclusive com conexão.

  • Tome a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. Ela é gratuita nos postos de saúde.
  • Emita o CIVP pelo app ou site do Ministério da Saúde (gov.br) ou num centro de orientação da Anvisa.
  • Leve o certificado impresso. Sem ele, a imigração pode negar a entrada ou exigir a vacina no aeroporto.

Seguro viagem e saúde

O seguro não é cobrado na imigração para turistas isentos de visto, mas é indispensável. Os hospitais privados tailandeses são ótimos e caros, e acidentes de scooter e intoxicação alimentar são comuns.

  • Escolha uma cobertura médica alta e verifique se inclui atividades como mergulho e acidentes de moto (muitos seguros só cobrem se você tiver habilitação de moto válida).
  • Leve repelente: há dengue no país todo, principalmente na época de chuvas.
  • Beba água engarrafada. Gelo em cubinhos com furo no meio é industrial e seguro.
  • Remédios controlados: leve receita em inglês e na embalagem original.

Voos do Brasil

Não há voo direto. As rotas mais comuns fazem uma conexão no Oriente Médio (Dubai, Doha, Abu Dhabi), na Europa, em Istambul ou na África (Adis Abeba). Conte com 25 a 35 horas de porta a porta.

  • O aeroporto principal é Suvarnabhumi (BKK), em Bangkok. Algumas rotas chegam em Phuket (HKT).
  • Começar por Bangkok e terminar nas praias (ou o contrário) costuma render passagens multidestino mais baratas que ida e volta pela mesma cidade.
  • As tarifas mais altas são de dezembro a fevereiro e nas férias de julho.

Fuso horário e tomadas

  • A Tailândia fica 10 horas à frente de Brasília (sem horário de verão). Meio-dia em São Paulo são 22h em Bangkok.
  • A voltagem é 220V. O plugue brasileiro de dois pinos redondos costuma encaixar, mas leve um adaptador universal para as tomadas de pinos chatos e de três pinos.

O que levar

  • Roupas leves, de secagem rápida. Lavanderia por quilo é barata em todo lugar.
  • Uma calça leve ou saia longa e algo que cubra os ombros, para entrar nos templos.
  • Sandália fácil de tirar: você vai descalçar muitas vezes.
  • Protetor solar (é caro lá), repelente, chapéu e óculos.
  • Bolsa estanque para os passeios de barco e power bank.
  • Casaco leve: os ônibus, vans e shoppings têm ar-condicionado gelado, e o Norte esfria à noite de dezembro a fevereiro.

Informações gerais para planejar a viagem. Regras de entrada, preços e horários mudam: confira nas fontes oficiais antes de viajar.